01 abril 2007

Pinheiro do Paraná



A Araucaria angustifolia ou pinheiro-do-paraná (também conhecida pelo nome de origem indígena, curi) é a única espécie do gênero encontrada no Brasil. É uma planta dióica, sendo assim, apresenta os gêneros masculino e feminino em indivíduos separados, podendo ser monóica quando submetida a traumas ou doenças.

O pinheiro-do-paraná ou chamado também pinheiro brasileiro (Araucariaceae) é uma árvore cuja ocorrência nomeou extensa formação nos estados do centro-sul do Brasil, está hoje ameaçada de extinção. É a árvore símbolo do estado do Paraná, da cidade Curitiba e das localidades paulistas de Campos do Jordão e São Carlos.

Suas sementes, os pinhões, eram importantes na alimentação indígena e ainda hoje são iguarías que inspiram muitas receitas. Medem cerca de quinze milímetros de largura na parte mais larga e cerca de dez centímetros de comprimento. As pinhas pesam vários quilogramas e podem atingir o diâmetro de cerca de trinta centímetros.

Os pinheirais formam um ecossistema chamado floresta ombrófila mista, que integra o bioma da Mata Atlântica. A copada majestosa das araucárias, voltadas para o céu a cinqüenta metros de altura, lhe confere um desenho característico. Canelas, imbuias e cedros formam um segundo extrato que cobre sub-bosques de erva-mate e xaxim. A fauna original tinha onças, bugios, cotias, catetos e a gralha-azul, pássaro que dispersa o pinhão, deliciosa semente do pinheiro. Antes da colonização, essa floresta ocupava mais de metade da região. Cobria oitenta mil quilômetros quadrados dos Estados do Paraná e de Santa Catarina. Hoje restam apenas fragmentos, que, somados, não atingem 1% da área original. A maioria dos remanescentes se encontra em áreas particulares de indústrias madeireiras. Estão ameaçados por assentamentos de sem-terra ou ilhados por plantações de pinus e soja. No ano passado, o governo federal aprovou a inundação do lago da hidrelétrica de Barra Grande, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. O lago vai inundar um vale com un dos últimos remanescentes das florestas de araucárias.

Apesar de sua importância e do estado grave de ameaça, há poucas unidades de conservação para esse ecossistema. Os parques nacionais de Aparados da Serra e do Iguaçu têm pequenas áreas de florestas com araucárias.

Starodawne Polskie Wesele - Os Casamentos polacos de antigamente...






As cerimônias nupciais possuem peculiaridades muito curiosas, merecedoras de uma apreciação mais íntima. Assim, a tradicional figura do "swat", também denominado "rajtca" (leia-se sfat, ráica), ainda hoje continua evidente, prestigiada, indispensável e insubstituível em suas funções de alcoviteiro. Compete-lhe, ao ensejo de uma "fortuita" visita, na qualidade de emissário, consultar os pais da jovem se eles não se oporiam a continuidade de um namoro mais evidente, e já de certa forma mais compromissado, com o pretendente que, na ocasião, representava. Obtida a anuência, marcava-se, de imediato, uma data posterior em que, em companhia do pretendente ou de seus pais, todos se reuniriam para tratar das aspirações matrimoniais de seus filhos. Nessa reunião denominada "zaloty" ou "poseliny" (leia-se zalóti, pocelíni), competia ao "swat" iniciar as conversações , e como normalmente fazia, perguntava aos anfitriões, se na casa "havia umas novilha para vender" ... Recebendo uma resposta afirmativa, era servida "wodka", e entre uma e outra dose, prosseguiam as conversações sobre os dotes que acompanhariam o enlace matrimonial de seus filhos.

Durante essas conversações preliminares, a jovem permanecia "escondida" em seu quarto, aguardando a ocasião em que seria "achada" pelo "swat" que, a seguir, lhe ofertava um cálice de "wodka". Se o aceitasse, isso traduzia a sua aquiescência em receber o pretendente como seu futuro.


O momento subsequente a esse compromisso mostra a todos os familiares , parentes mais próximos e amigos mais íntimos, numa nova e festiva reunião, denominada "zmowiny" ou "zapoiny" (leia-se zmovíni, zapoíni), durante a qual se oficializava o compromisso nupcial dos jovens enamorados. Quando, nessa reunião se realizava especificamente o noivado, denominado "zrekowiny" (leia-se zrecovíni), episódio não habitual entre a coletividade rural, então ocorria algo mais cerimonial e expressivo: os pretendentes, muito comovidos, se ajoelhavam diante de seus pais que os abençoavam fazendo sobre suas cabeças, o sinal da cruz, e a seguir, os beijavam afetuosamente. O alcoviteiro, também presente nessa ocasião, ativo e alegre, se ao ensejo fosse escolhido para "starosta" ou "marszalek" (leia-se starósta, marçáueq = mestre de cerimônias), de toda a festa nupcial, dava início às suas novas funções, conduzia os noivos para junto de uma mesa, colocava as mãos de ambos sobre uma broa de centeio e as amarrava com uma toalha branca ; a seguir, ele mesmo orientava a colocação das alianças, fazia uma alocução apropriada ao momento , geralmente uma singela oração cheia de invocações religiosas, implorando as bênçãos divinas para o noivado para o noivado que os circunstantes acabavam de assistir. A seguir os noivos trocavam presentes, eram servidas bebidas e alimentos, se cantava , se dançava em sua homenagem, etc. A toalha usada para atar as mãos dos noivos era carinhosamente guardada, para mais tarde, ser colocada no caixão funerário.

Ainda antes das cerimônias nupciais propriamente ditas, na véspera das mesmas, ocorriam dois episódios tradicionais. Os músicos da aldeia, em companhia do noivo, em companhia do noivo, realizavam uma serenata à noiva, muita vezes prolongada a todos os convidados para as festas nupciais. Enquanto isso ocorria, na casa da noiva, as suas damas de honra e amiguinhas trançavam as grinaldas, o bastão e as coroinhas nupciais, tarefa essa entremeada de diversos cânticos alusivos. Todo esse momento e cerimônias compunha a "dziewiczanoc" (leia-se dzievitza nótz = a noite da virgem).

O bastão nupcial, denominado "ruzga weselna"(leia-se ruzga vecélca), simbolizava o noivo. Com freqüência o bastão era ramificado, e a ele eram afixados, por meio de uma fita vermelha, sete ramos , ornados de maçãs e outros objetos decorativos. Durante a decoração do bastão nupcial ele era segurado pela dama de companhia mais idosa, e quando a tarefa estivesse concluída, as jovens dançavam e cantavam velhas canções.

Finalmente o grande dia do enlace matrimonial. Começava com a cerimônia denominada "rozpleciny" (leia-se rospletchíni), a qual, embora pouco usada, tem a seguinte evolução:

1. uma gamela ou o caixão em que usualmente era preparada a massa de farinha para a confecção da broa, era colocado no meio da "izba", como o fundo para cima;
2. sobre a gamela se distendia um "kilim" (leia-se quílim = tapete), ou se colocava uma "poduszka" (leia-se podúsca = travesseiro);
3. sobre esse tapete ou travesseiro, sentava a noiva;
4. as damas de companhia se amarravam as tranças de cabelo da noiva e as enchiam de grampos, isso para dificultar o seu desembaraçar;
5. sobrevinha um leilão em que se tentava comprar uma foice, e nesse ato, o irmão da noiva era quem dificultava o epílogo
6. terminado o leilão fictício, as tranças do cabelo da noiva eram desembaraçadas , tarefa que devia ser iniciada pelo seu irmão mais velho;
7. a seguir, cada um dos parentes da noiva aí presente, em sinal de concordância, passava ao menos discretamente, um pente em seus cabelos. A partir desse momento, a noiva era intitulada "panna mloda" (leia-se pána muóda = jovem senhorita), e o noivo "pan mlody" (leia-se pan muódi jovem senhor). Geralmente o casamento se realizava num domingo, após o terceiro pregão e após a comunhão dos noivos e de seus parentes mais próximos. Com freqüência eram organizadas duas caravanas de convidados , uma na casa do noivo, outra na casa da noiva. A caravana do noivo vinha montada em cavalos, profusamente ornamentados. Mas, com maior freqüência , o noivo com sua caravana se dirigia à casa da noiva , onde , ao chegar, encontrava os portões fechados, isso para "dificultar" a conquista, através de singelas dificuldades cerimoniais. Finalmente, transposto o portão e após as saudações normais, vinha o momento da despedida da noiva; a mão a abençoava, colocava sobre a grinalda ou atrás da gola de seu vestido um fragmento de pão, sal e mel, e uma pequenina moeda, tudo envolto cuidadosamente; se eventualmente a noiva fosse órfã, as bênçãos eram proferidas pelos pais adotivos, após a saudosa invocação de seus pais verdadeiros.


Quando a viatura nupcial, uma carroça profusamente ornamentada, se colocava diante da noiva, esta, em companhia de suas damas, cantava canções de despedida a seus pais, a seu lar, a todas as coisas que lhe eram mais caras e de cuja companhia durante tantos anos usufruíra. Esse momento, geralmente era muito compungedor – chorava a noiva, seus pais, seus familiares, e para que a tristeza não se prolongasse em demasia, a viatura que a conduzia, rompia desabaladamente e se dirigia à igreja da aldeia.

Ao lado da noiva viajava a sua dama de companhia mais idosa. O noivo, montado em seu cavalo, e seus garbosos cavaleiros, a acompanhavam. Como que conduzindo a caravana, e também montado segurando o bastão nupcial, se destacava a figura do animado "marszalek" .

Pouco antes da partida , a mãe da noiva, muito vigilante e fiela ao cumprimento de certas "simpatias" tradicionais, colocava um pedaço de pão na porção dianteira da viatura, isso " para quejamais faltasse aos jovens nubentes". Atrás do carro nupcial, me outra viatura, iam os músicos, e através dos seus instrumentos – o violino, a flauta e o contrabaixo, executavam velhas melodias, acompanhadas de cânticos, de vivas, de expressões de júbilo, acentuando ainda mais as alegrias daquele tão festivo momento de sua aldeia.

Entravam na igreja aos pares , e nesse momento os músicos executavam uma marcha. A noiva era conduzida ao altar pelo irmão mais idoso, e o noivo, por seus cavalheiros de honra.

O retorno ao lar era também muito ruidoso, alegre, animado, com vivas e cânticos. Mas, para aqueles que ficaram em casa, para que tivessem tempo suficiente para preparar o "banquete", toda a caravana se dirigia a uma taberna, onde os jovens nubentes eram recebidos pela taberneira que , ao ensejo, lhes oferecia uma tigelinha de "partoka" (leia-se patóca = mel ao natural).

A parada na taberna tornou-se um hábito inevitável, pois os noivos sofreriam as conseqüências de eventuais maldições... Aí na taberna. Começava a festa nupcial. Os jovens provocavam o mestre de cerimônias, lhes dirigiam canções irônicas, e nelas se queixavam da falta de recreação, que não os divertiam, etc. E então, o provocado, iniciava as danças e mandava servir as bebidas. O noivo não dançava, permanecia sentado ao lado da noiva; também não comia o seu pão, mas o dela e vice-versa.

Após esse preâmbulo, os convidados reiniciavam a sua alegre viagem, e cantando e a toda brida, corriam, através de outras estradas, isso para "embaraçar o caminho do mal". Ao chegarem à casa da noiva, aí encontravam os portões fechados. Somente seus pais iam ao seu encontro, a os saudá-los, bem como aos demais convidados mediante um cordial e efusivo aperto de mão, e aos noivos, ostentando o "cep", a broa, um jarro com água e a roca.

Começava o banquete nupcial, e aqui é que se destacava a presença do "marszalek" – a ele competia acomodar todos os hóspedes. Os noivos geralmente se assentavam em frente da porta de entrada da "izba", junto da parede e sob os quadros que a ornamentavam. Antigamente, os noivos tomavam assento junto de uma mesa a parte, em companhia de seus cavalheiros e do violinista; noutras eventualidades, eram acomodados junto de uma mesa situada noutra dependência, não se alimentavam, mas , pelo contrário, se submetiam a um jejum voluntário. Todavia, tais hábitos já foram esquecidos, e mais recentemente , competia aos noivos se assentarem na mesa principal, no lugar de maior destaque, e diante deles, sobre a mesa, era colocado o bastão nupcial, emoldurado por abundantes frutos, flores vivas, guloseimas e jarros de cerveja.

O banquete possuía características nitidamente cerimoniais, mais ou menos fixas e consagradas pela tradição. Geralmente existia um número determinado de pratos , por exemplo sete ou nove. Dentre esses, os mais freqüentes e de maior importância eram os seguintes:

1. "pierogi" (leia-se pierógui = pastéis) feitos de farinha de trigo, queijo ou requeijão, acrescidos de manteiga ou de pedacinhos de toicinho;
2. o "korowaj" (leia-se coróvai = um pão grande) de forma redonda, de farinha de trigo, enfeitado de tranças, marrequinhos ou outras aves feitas da mesma massa;
3. "chled razowy" (leia-se hlép razówi = broa integral). Além de outros pratos, aos jovens nubentes era servido um caldo especial, sem sal, cozido somente no leite, denominado "luba" (leia-se lúba).

Quando afinal era servido um prato a base de bucho temperado com diversas iguarias , isto significava que a festa nupcial estava em seu último dia. Outrora, a festa durava até uma semana, e durante os sete dias eram servidos ate sete lautos : na casa da noiva, do noivo, do mestre de cerimônias, do "starosta", na casa do fazendeiro, e finalmente na taberna. Tudo isso, expressão de uma excepcional hospitalidade, já foi esquecido.

Durante o banquete nupcial eram cantadas diversas canções alusivas, especialmente no momento em que era apresentado e servido o "korowaj". Este era colocado, a meia noite, no centro da mesa, e concomitantemente se realizava a cerimônia denominada "odczepiny" (leia-se otzepíni). Tudo era combinado entre os pais da noiva e o mestre de cerimônias. Geralmente este, em concordância com o programa preestabelecido, orientava aos cavalheiros de honra para iniciarem as canções que incitavam, que reclamavam a realização do "odczepiny", e nessa ocasião, a jovem nubente simulava uma fuga e se "escondia" em seu quarto, as suas damas de companhia a "protegiam" , não queriam entregá-la... Quando afinal a jovem era reconduzida, então ela se assentava em uma cadeira ou num banquinho situado no meio do "izba" e eram acesas diversas velas; da sua cabeça era retirada a grinalda ou coroinha nupcial e entregue ao noivo; e a seguir as tranças de seus cabelos eram cortadas; a "staróscina"
(leia-se starostchína = a mestre de cerimônias) após realizar um sinal da cruz sobre a cabeça da noiva, se esforçava em lçhe colocar sobre a cabeça um "czepiec" (leia-se tzépiets = um gorro), doado por sua madrinha. A jovem, como que inconformada, tirava o gorro três vezes consecutivas, e quando finalmente, o deixava ficar, os cavalheiros de honra proclamavam "juz nasza" (leia-se iúz nássa = já é nossa). E então, em torno da jovem noiva, dançavam os casais mais velhos, enquanto os mais jovens, a começar dos cavalheiros de honra , cantavam canções alusivas ao "chmiel" (leia-se hmiel = lúpulo).

Após a cerimônia denominada "wianowanie" (leia-se vianovánhe), isto é, a entrega dos presentes, os quais, em seu conjunto, deviam significar a associação de todo o clã, em beneficio do bem estar, da felicidade dos nubentes. A seguir, a jovem noiva iniciava a dança solene denominada "obdijany" (leia-se odbiáni), ocasião em que, um a um, todos dançavam com ela, ao menos uma volta em torno da "izba" e por essa honrosa deferência, os jovens davam um moeda aos músicos. Através dessa dança, a jovem se despedia dê sua vida de solteira, de suas amizades, e os casados a saudavam ao ensejo de seu ingresso no estado matrimonial. Finalmente, após ter dançado com todos os convidados, ela dançava com seu noivo sob as expectativas gerais. Para essa eventualidade as danças eram variáveis, e dentre elas, a mais freqüente, era denominada "przepiórka" ( leia-se pcepiúrca = a codornís).

Terminada a dança dos recém-casados, as damas de companhia carregando velas acesas e aos pares, conduziam a noiva a seus aposentos, e aí entoavam um diálogo cantado, entre elas, a noiva, o noivo com os cavalheiros postados fora, em aposento contínuo. Concluído o cântico, as damas de companhia abriam a porta,, os cavalheiros cantavam uma marcha nupcial e o noivo penetrava no aposento de sua jovem esposa. No dia imediato a caravana de cavalheiros saudava aos recém-casados cantando uma alegre canção para o bom dia, visitava a residência de parentes e amigos e assim toda a aldeia participava das festividades.

Mas, não terminaram ainda as cerimônias nupciais. Outro momento, bastante curioso, com peculiaridades próprias se relacionava com a mudança da jovem esposa para a sua residência definitiva, momento esse denominado "przenosiny" (leia-se psenochíni = a mudança), o qual ocorria em dia, às vezes no dia imediato ao enlace matrimonial , ou então mais tardiamente, no segundo ou terceiro dia. Nessa ocasião, a jovem simulava uma fuga, e através de cânticos ou a simples conversação manifestava o seu descontentamento, pois "não queria sair da casa paterna". Mas, como isso era impossível, ela entoava singelas canções de despedida, tristes e lamuriosas, e cantando ela chegava à sua definitiva habitação. Aí ela era recebida pelos sogros que, ofertando-lhe o tradicional bocado de pão e a pitada de sal, lhe expressavam a suas boas vindas e a sua hospitalidade. Em sua nova morada, desde a soleira da porta de entrada , até a mesa situada no centro da "izba", era distendido um tapete. Quando por aí passava a jovem esposa, ela primeiramente dirigia o seu olhar para o fogão e para a chaminé, isso "para acabar com as saudades de sua casa". Ás vezes, após essa recepção, competia-lhe distribuir pequeninos pães de forma arredondada, denominados "kukielki" (leia-se cuqiéuqui), e com isso expressava que com ela veio a abundância. Para finalizar, e augurando toda a felicidade para o jovem par, todos os convidados aí presentes, para povoar a nova habitação com muita alegria, alegria que aí jamais deveria faltar, cantavam e dançavam com redobrado vigor e entusiasmo.

21 março 2007

Lendas Polonesas 1








Dragão de Wawel (Smok Wawelski, em polonês)


Diz a lenda que após um longo período de prosperidade, a desgraça chega ao país do príncipe Krak (origem do nome da cidade "Cracóvia"). Os pastores começaram a dar falta de alguns de seus animais e depois desapareciam também moradores sem razão aparente. Isto tudo fica muito tempo inexplicável até o dia em que um jovem, indo pegar ervas na beira do Rio Vístula se aproxima do sopé da colina Wawel. Lá, ele vê ossos na beira do rio e um pouco mais longe, no rochedo da colina, ele percebe uma gruta e ao lado dela um dragão enorme e pavoroso que repousava tranquilamente ao sol. Seu corpo era coberto de escamas verde-amarelas reluzentes e com patas imensas como troncos.

A novidade se espalha entre os habitantes. Então o príncipe Krak faz vir o garoto ao castelo contar sua aventura. Em seguida, ele reúne seus conselheiros e cavaleiros mais valentes para debater o problema e achar uma solução.Todas as tentativas de matar o monstro são em vão, muitos cavaleiros não voltariam. Quando todos perderam a esperança de rever os bravos cavaleiros, o príncipe Krak promete: Aquele que libertar a vila do dragão, cavaleiro ou não, terá a mão da princesa Wanda e metade do reino. Logo, vários príncipes e cavaleiros chegam ao castelo de Krak mas ninguém consegue vencer a besta. Então o príncipe decide enfrentar o monstro; mas os preparativos do combate foram interrompidos por um pobre sapateiro chamado Skuba, de rosto doce e cabelos loiros, que diz ter encontrado um meio de liquidar o dragão.

O jovem pede ao príncipe um carneiro bem gordo. Ele mata o animal e o abre para enche-lo com uma mistura de enxofre e alcatrão. À noite, durante o sono do dragão, ele deixa o falso carneiro na entrada da gruta. De manhã, uma violenta explosão acorda todos os habitantes da vila. Depois de ter engolido o carneiro o monstro teve uma sede terrível, desceu ao rio e bebeu tanta água que sua barriga explodiu e os pedaços do seu corpo cobriram toda a região. E assim o reino de Krak foi libertado do perigo e o aprendiz de sapateiro, naturalmente, casou com a bela princesinha Wanda e foram felizes ara todo o sempre.

A gruta onde morava a besta foi nomeada Gruta do Dragão e existe até hoje, sendo um local turístico, em Cracóvia na Polônia. Há uma estátua do dragão logo na saída da caverna, e solta fogo pela boca de 5 em 5 minutos.

19 março 2007

Piadas de Polaco 1


Polaco no Oculista

Um polonês vai ao oftalmologista, que lhe mostra aquele cartaz com as letras

"C Z W X N Q S T A C Z"

O médico das vista pergunta: "Consegue ler"?

O Stacho responde: "Tak, tak, dotór. Ieu até conhéço o vizinhu!"





Marélon...

Stacho moréu, e no entêro na Matka Boska Bolesna, dois vizinho conversa:

- Stacho moréu de quê?
- Marelón!
- Bonhita cór, mas foi febre?
- Nie nie, caterpilar tocô em cima!





Vendendo Laranjas

O polaco estava na cidada com sua carroça vendendo laranja:

- óia laránja, óia laránja, óia laránja!!!

Alguem se interessou nas frutas e perguntou pro polaco:

-Mas é doce??

E o polaco:

- Mas é buro... se fósse dóce, eu gritava: óia o dóce, óia o dóce!






Na casa da madrinha

O polaquinho estava na casa de sua madrinha com sua mãe, a madrinha dá um pedaço de broa para o piazinho, a mãe diz: o que fala para madrinha?
O polaquinho responde:
NÃO TEM BÁNHA...






Abelherro

Stacho tava na róça colhendo batatinha e foi tirá água do joelho mas nie viu que tinha um belhêro na moita. Veio abélha e pica a dita do polaco que saiu coréndo mais que tatu faqueado.

Chegando em casa, e gritando de dor, mostra o inchaço pra Marecha - pegam caroça, decham as criança co djadjo, e vão pra cidade procurá o dotor médico.

O inchaço só aumentou, e a dor também, Stacho tá que num se guenta mais, daí Marecha diz pro médico: "Dotor, tem jeito de tirá a dor e dechá o tamanho?"

17 março 2007

Receitas Polonesas

Algumas receitas garimpadas na INTERNET para dar mais sabor ao nosso BLOG!













Panquecas de maçã

Ingredientes para a massa

-2 copos de leite

-2 ovos

-9 colheres de sopa de farinha de trigo

Ingredientes para o recheio

-8 maçãs verdes descascadas e sem o miolo

-1 xícara de açúcar

-50g de uvas passas

Modo de preparar

Cozinhe as maçãs com o açúcar por 30 minutos. Não precisa colocar água porque a própria maçã solta. Mexa até formar uma geléia e ficar dourada. Depois de pronto, misture a uva passa e uma colher de café de canela em pó. Deixe no fogo por mais 5 minutos. Recheie a massa e feche em triângulo.

Rendimento: 10 unidades

Bigos (cozido de repolho e carnes)

Ingredientes

-2 kg de costelinha de porco defumada

-1 kg de lombo cortado em cubos

-600g de lingüiça kielbasa (tradicional da Polônia, que pode ser substituída por salsicha alemã)

-100g de bacon

-1 lata de chucrute

-2 repolhos fatiados bem fininho

-100g de funghi secchi

-1 cebola picada

-1 colher de pimenta-do-reino em grão (opcional)

Modo de preparar

Corte o repolho bem fininho e ponha em uma panela. Junto, coloque o chucrute, a costelinha e o lombo. Cozinhe por 4 horas. Em outra panela , doure o bacon e a cebola. Corte a salsicha e junte tudo, depois das 4 horas. Deixe no fogo por mais 40 minutos. Sirva com batata com dill na manteiga.

Rendimento: 10 pessoas

Babecziki (empadinhas doces)

Ingredientes para a massa podre

-3 colheres (de sopa) de manteiga

-3 gemas

-3 colheres de açúcar

-3 colheres de maizena

-1 colher de café de fermento em pó

-2 xícaras de farinha de trigo

Modo de preparar

Misture todos os ingredientes da massa e preencha com ela forminhas grandes de empada. Em uma panela, misture a farinha de trigo, o leite, o açúcar de baunilha, leve ao fogo e mexa até o creme ferver e engrossar.Tire a panela do fogo e misture a manteiga e as gemas, sempre mexendo. Bata as claras em neve e misture com o creme. Coloque nas formas e tampe-as com a massa, como uma empadinha.

Deixar no forno por aproximadamente 15 minutos até dourar a massa e passe no glaçúcar.

Rendimento: 15 unidades

15 março 2007

Porque o polaco bebe...






... ouvi dizer de que o polaco bebe(bastante) é porque desde criança, não tendo seus pais como deixá-los à sorte em casa, levavam os pequeninos junto ao trabalho, muitas vezes durante um dia inteiro e para que os mesmos se aquietassem, embebiam chumaços de pano na bebida(pinga) e davam para as crianças como se fosse chupeta.

As crianças se enlevavam com o "brinquedinho" e logo caiam no sono e seus pais podiam dar conta da lavoura. Esta pode ser uma tese, já que os poloneses carregam essa de beberrões, mas o que eu acho é que isso se deve a cultura. A Polônia é fria, a bebida esquenta, o polaco é meio acanhado, a bebida relacha. Os outros também bebem, o italiano, o alemão, o russo...

VIVA A WODKA! (aprecie com moderação)!

e para os
polacos


na zdrowie!

13 março 2007

Relincha Juvelina! (Causo de Polaco)




Essa história passou-se lá pelos lados de "Contenda", sul do Paraná, perto da Lapa e de Porto Amazonas. Aquela região é famosa pela plantação de batatas e lá pelos anos 50, no começo da imigração dos poloneses ("polacos", como eram ou são chamados até hoje, não sei...), é que vivia a "Juvelina", seu marido "Ludovico" e seus seis ou sete "polaquinhos", uma verdadeira escadinha...

Era uma família muito pobre, porém muito esperta, alegre e feliz!... Todos ali trabalhavam. As três crianças mais velhas: de cinco, seis e sete anos iam para roça ajudar os pais no plantio, nos cuidados e na colheita das batatas. Os menores ficavam cuidando do rancho (casebre feito com as paredes de varas e recobertas com barro para não passar o frio e a cobertura de sapé- capim seco) e fazendo a comida ("bóia", como diziam).

Essa família de "polacos" era muito trabalhadora e a verdade se percebia na hora da colheita das batatas !

Eles eram muito pobres... pobres mesmo!... a terra que eles plantavam não lhes pertencia, era o fundo de uma grande fazenda de gado, na qual o dono permitia que eles plantassem ali a sua roça, pois tinha muita pena deles de tão grande a miséria que passavam, e esse homem, tão generoso, deu uma carroça e uma parelha com um cavalo e uma égua para ajudá-los na roça.

Um certo dia, o cavalo morreu picado por uma cobra e sobrou só a égua e ela era o único bem que eles possuíam, porém já estava meio velha, mas os ajudava muito no serviço, arando a terra para plantar e levando a produção de batatas para vender na cidade, na qual eles colocaram o nome de "Púia".

Naquela colheita, daquele ano, a "Púia" tinha criado uma linda potranquinha, só que ela estava meio fraca e mal agüentava com ela própria, ainda mais com a carroça e a carga de batatas... Ludovico tinha que levar a produção para vender e para isso era necessário atravessar um rio e este estava meio cheio por causa da chuvarada, então a égua não conseguia passar, empacava, atolava, não conseguia sair do lugar pois estava fraca...

Ludovico ficou desesperado... a chuva estava chegando e eles não conseguiam atravessar o tal rio. Foi então que ele teve uma idéia: "pediu para a Juvelina que atravessasse, levando a potranca com ela e dessa maneira a Égua segueria a cria!"... mas, qual nada, a "Púia" continuava "atolada"... e aí baixou o desespero no Ludovico que gritava:

"- Relincha , Juvelina ! Reliiinnnchaaa !...Reliiinnnchaaa !...
Juvelina, reliiinnnnchaaaa !...

12 março 2007

Sobrenomes Poloneses







Os Sobrenomes polonêses nativos, da mesma maneira que sobrenomes de outras nações da Eslovenia (região ao norte da antiga Iugoslavia), podem ser divididos em três grupos principais:

· Os que esses derivaram de apelidos originais, como nomes de animais, árvores, coisas, profissões,

· Os que derivaram do nome de batismo ou profissão do pai (patronimicos)

· Os que derivaram de nomes de cidades, aldeias, regiões etc. (toponimicos)

Isto pode parecer simples, mas em muitos casos é quase impossível determinar se um determinado sobrenome é derivado do nome de uma profissão ou do nome da aldeia que tinha esta profissão em sua raiz. Podem ser tratados os sobrenomes derivados de profissões como sócios de qualquer um dos grupos anteriores.

Os idiomas da Eslovenia usam muitos sufixos para formar sobrenomes. Como um exemplo olhemos para a profissão " Kowal " (ferreiro). Considerando que o idioma inglês tem um sobrenome " o Smith ", e o alemão vários deles, Schmitt ", Schmidt " etc. (que só se diferem pela soletração), o idioma polonês pode somar numerosos sufixos (às vezes até mesmo vários no mesmo nome). Então, por parte do sobrenome " Kowal " nós temos Kowalski, Kowalik, Kowalewski, Kowalak, Kowalka, Kowalkowski, e Kowalczyk, para nomear apenas alguns que são freqüentemente mais usado.

O mesmo é verdadeiro para os sobrenomes derivados de nomes de batismo. Do nome " comum Jan " (o John), os poloneses formaram mais de 100 sobrenomes, entre eles sendo Jankowski, Janicki, Jankowiak, Janiak, Jasicki, Jasinski e Jachowicz. No caso de nomes de batismo muitas formas diminutivas e habitante (dialetal) são conhecidas, o qual então aumenta o possível número de sobrenomes.

A maioria dos sufixos formando sobrenomes não significam nada. Apesar disto, nós podemos aprender ainda algo sobre um sobrenome com sufixo.

O sufixo -ak é típico para a Polônia Ocidental, considerando que -uk é achado principalmente no Leste. É dito comumente que o sufixo ski prova " origem nobre " de uma família. Isto era verdade aproximadamente 200 anos atrás. Agora a maioria das pessoas cujo fim de sobrenomes com ski (ou -cki que é uma variante fonética de -ski) origine do anterior abaixe classes sociais. Este fenômeno é explicado facilmente porque no 19º século todo o mundo quis ser considerado como " nobre ", assim muitas pessoas melhoraram os nomes deles/delas com este sufixo.

O processo de formar sobrenomes poloneses durou vários séculos. A classe nobre clã " originalmente usado " nomeia que depois sobreviveu nos nomes dos brasões deles/delas. Famílias particulares dentro de um clã usaram um sobrenome derivado do nome da aldeia que eles possuíram. Quando uma família moveu, era habitual mudar o sobrenome como bem.

Esses sobrenomes normalmente terminaram com -ski ou -cki que deram à luz a declaração comum que estes sufixos " provam " uma origem nobre. Desde então pelo menos o 17º século foram fixados os sobrenomes das famílias nobres e foram herdados seguindo gerações.Isto permaneçe naquela forma dessas vezes até hoje.

Habitantes de cidade também começaram a usar sobrenomes ao término das Idades Medianas. Esses deles que veio de outros países retido os sobrenomes originais deles/delas com modificações ou os traduziu em polonês. Poloneses nativos formaram os sobrenomes deles/delas de apelidos diversos. No 17º século terminou este procedimento como bem.

Camponeses não tiveram sobrenomes em nosso significado contemporâneo da palavra se apelida até praticamente os recentes 1600. Eles estavam usando apelidos para discriminar entre pessoas com o mesmo nome de batismo, mas estes geralmente não foram passados de geração a geração. Este costume se apareceu no primeiro a metade do 18º século, no princípio nas partes Ocidentais de Polônia e então depois no Leste.

Foram modificados freqüentemente sobrenomes dentro de uma determinada família ambos soletrando apesar disto, dentro dos próximos 100 anos, e através de sufixos. Depois das 1850 a prática de sobrenomes em desenvolvimento tinha terminado principalmente ao longo da população inteira. Também àquele tempo que os judeus foram obrigados usar os sobrenomes herdados em vez dos seus patronimico

11 março 2007

NOSSA SENHORA DE CZESTOCHOWA



A Madona Negra é uma pintura de Nossa Senhora com o Menino Jesus, cuja lenda atribui a sua autoria ao Evangelista S. Lucas. Acredita-se que S. Lucas a pintou sobre um tampo de madeira duma mesa feita por Jesus carpinteiro. Teria sido enquanto posava para Lucas que Maria relatou-lhe os pormenores da Anunciação e da infância de Jesus que Lucas mais tarde incorporaria ao seu evangelho. A pintura apareceria novamente em 326 d.C., quando Sta. Helena a teria localizado em Jerusalém, por ocasião de uma peregrinação à Terra Santa. Ela presenteou a pintura a seu filho, o Imperador Constantino, que mandou construir para ela um santuário em Constantinopla. Numa batalha crítica contra os sarracenos, a pintura foi exibida sobre os muros da cidade, e os sarracenos foram então derrotados. O crédito da salvação da cidade foi atribuído à pintura.
Mais tarde, ela passou às mãos de Carlos Magno, que depois a presenteou ao príncipe Léo da Rutênia (Hungria). Ela permaneceu no palácio real da Rutênia até à invasão do séc. XI. O rei orou à Nossa Senhora para que auxiliasse seu pequeno exército; em resposta às suas súplicas, uma densa escuridão desceu sobre as tropas inimigas, as quais, em sua confusão, começaram a atacar-se mutuamente. A Rutênia foi salva, devido a esta intervenção. No séc. XIV, ela foi transferida para o Monte de Luz (o Santuário de Jasna Gora), na Polônia, em resposta a uma solicitação feita num sonho ao príncipe Ladislau de Opola.

Esta história legendária passou a ser melhor documentada a partir do príncipe Ladislau. Em 1382, invasores tártaros atacaram a fortaleza do príncipe em Belz. No curso deste ataque, uma seta tártara atingiu a pintura, alojando-se na garganta da Madona. O príncipe, temendo que ele próprio e a pintura famosa viessem a cair em mãos dos tártaros, fugiu durante a noite, refugiando-se na cidade de Czestochowa, onde a pintura foi alojada numa pequena igreja. A seu tempo, o príncipe fez construir um mosteiro paulino e uma igreja, a fim de abrigar em segurança a imagem. Em 1430, os hussitas invadiram o mosteiro e tentaram levar o retrato. Um dos invasores atingiu duas vezes a pintura com sua espada, mas antes de desferir uma terceira estocada, caiu ao solo em agonia e morreu. Tanto os cortes a espada como a perfuração pela seta são ainda visíveis no quadro.

Mais tarde, em 1655, a Polônia foi quase que totalmente tomada pelas forças do rei da Suécia, Carlos X. Apenas a área em torno do mosteiro remanesceu inconquistada. De algum modo, os monges lograram resistir a um cerco de quarenta dias, até que a Polônia rechaçou os invasores de todo o seu território. Após esta notável seqüência de eventos, Nossa Senhora de Czestochowa tornou-se o símbolo da unidade nacional e foi coroada Rainha da Polônia. O rei da Polônia colocou oficialmente o país sob a proteção de Nossa Senhora. Uma lenda mais recente em torno da pintura envolve a ameaça de invasão da Polônia pela Rússia. Em 1920, o exército russo foi avistado manobrando maciçamente nos bancos de areia do rio Vistula, ameaçando Varsóvia, quando uma imagem da Virgem apareceu nas nuvens sobre a cidade. As tropas russas retiraram-se à sua vista.

Ao longo dos séculos, muitos foram os testemunhos de curas e outros fenômenos milagrosos ocorridos com fiéis que peregrinaram à pintura. Ela é conhecida como "A Madona Negra" por causa da fuligem acumulada sobre a sua superfície, fruto de séculos de velas votivas queimadas junto a ela. Com o declínio do comunismo na Polônia, as peregrinações à Madona Negra aumentaram notavelmente.

No PARANÁ:

Os poloneses têm grande devoção por Nossa Senhora de Czestochowa (Matka Boska Czestochowska), a rainha da Polônia. Cada família, ao sair da Polônia, mesmo fugida, não esqueceu de levar entre as bagagens um quadro de Nossa Senhora. O dia 26 de agosto é dedicado à Nossa Senhora de Czestochowa.

Palmeira. A localidade de Santa Bárbara concentra o maior número de descendentes poloneses do município. A festa típica, realizada desde 1994, tem como proposta a valorização da cultura, bem como a vivência dos costumes e tradição dos primeiros imigrantes. A cada ano aumenta o número de fiéis que participam do culto religioso em louvor à Nossa Senhora de Czestochowa, desfrutam da gastronomia típica, apreciam o folclore e se divertem com as brincadeiras polonesas, além de terem a oportunidade de adquirir o artesanato local e os produtos da colônia. O evento ocorre na terceira semana do mês de agosto.

São Mateus do Sul. No município, a Braspol, juntamente com a população de origem polonesa de Água Branca, faz festa em louvor a Nossa Senhora de Czestochowa desde 1991. Tudo se originou com o senhor Francisco Toporowicz, quando doou um quadro de Nossa Senhora, trazido da Polônia por seus avós, à igreja polonesa daquela comunidade. Os poloneses organizaram uma grande carreata que conduziu o quadro até à centenária igreja, que foi entronizado, durante a missa. Aconteceram na seqüência festejos populares, com comida típica, música e danças folclóricas. Desde então, acontece a já tradicional festa de “Czestochowa Paranska” (Czestochowa do Paraná), sempre no último domingo de agosto. A partir de 2003, o quadro de Nossa Senhora de Czestochowa passou a visitar as comunidades, sendo recebido com muita devoção pelos fiéis. Ele permanece dois dias em cada comunidade, onde o povo reza e canta em polonês durante as celebrações. No dia da festa é organizada uma grande carreata para levar de volta o quadro à igreja polonesa de Água Branca.

Our Lady
of Czestochowa



Holy Mother of Czestochowa,
Thou art full of grace, goodness and mercy.
I consecrate to Thee all my thoughts,
words and actions - my soul and body.
I beseech Thy blessings and
especially prayers for my salvation.
Today, I consecrate myself to Thee,
Good Mother, totally - with body and
soul amid joy and sufferings
to obtain for myself and
others Thy blessings on this earth and
eternal life in Heaven.
Amen.

08 março 2007

Turismo Rural Polonês - Caminhos de Guajuvira







O roteiro, que possui 36 quilômetros de grande diversidade cultural com 08 pontos para visitação, sendo possível encontrar diversos atrativos tais como: paisagens com rios, gastronomia (incluindo café colonial), flores, artesanato rural, horto florestal, entre outros.

A proposta é que o turismo rural auxilie no resgate cultural, possibilite mais uma alternativa de renda ao produtor rural e proporcione a convivência na vida do campo ao visitante.

Nos caminhos de Guajuvira
Guajuvira é uma pequena comunidade histórica e tradicional situada às margens do rio Iguaçu e da antiga estrada de ferro que ligava a capital paranaense à cidade de Porto Amazonas. Até a década de 70, todos os domingos repetia-se um espetáculo quando o trem de passageiros parava na pequena estação local e dos seus vagões desciam centenas de homens munidos de mochilas e caniços, que iam pescar no rio Iguaçu, então limpo e piscoso. A localidade resistiu ao progresso e continua bela e charmosa, conservando o clima histórico e rústico. Vale a pena conhecer.

Visitação
Todos os pontos do roteiro estão indicados por uma placa e o mapa com as localizações pode ser adquirido no Centro de Informações Turísticas, na Av. Dr. Vitor Ferreira do Amaral, 1815 - Sabiá, esquina com a BR-476 (Rodovia do Xisto), na entrada de Araucária.

Ônibus
Todos os sábados um ônibus leva os turistas em todos os Pontos do Roteiro “Caminhos de Guajuvira”. O ônibus sai do Centro de Informações às 13h30. A passagem custa R$ 3,50. Menores de 5 anos não pagam.

Informações
Aos interessados em obter informações sobre o Roteiro Rural "CAMINHOS DE GUAJUVIRA" o telefone do Centro de Informações Turísticas é 41 3901-5214, e atende de Segunda a Sexta das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30 ou nos Sábados das 10h às 18h30.

Páscoa Polonesa






A Wiclkanocne – Páscoa Polonesa – começa com a bênção dos alimentos - Swiconka – que são consumidos no Domingo de Páscoa. É uma das mais importantes celebrações, mantida inclusive pela comunidade polonesa de Curitiba. Realizada anualmente no Bosque do Papa, no Sábado de Aleluia, os participantes levam suas próprias cestas de alimentos ou adquirem uma no local.

Pisanki - Apesar de terem o mesmo significado, os ovos decorados pêssankas e os pisankis possuem algumas diferenças. Os primeiros são tradicionais da Ucrânia e utilizam-se das formas geométricas para a construção dos desenhos que simbolizam a vida e a fertilidade. Os pisankis são poloneses, e mesclam a geometria com estampas florais e animalescas. Ambos podem ser confeccionados em madeira, em ovos de galinha ou de pato.
O Pisanki vem do verbo pisac que traduzido do polonês signigfica " para escrever." O Pisanki são ovos decorados com muitos símbolos poloneses tradicionais e símbolos da Páscoa. As diferentes regiões da Polônia desenvolveram também os projetos geométricos e florais particulares específicos daquelas comunidades. As tinturas naturais, tais como as cascas de cebola ou as beterrabas, são usadas frequentemente para colorir os ovos.

Baranek Wielkanocne – O Cordeiro de Páscoa é feito tradicionalmente de manteiga e simboliza a ressurreição do cordeiro, Jesus Cristo.
A Páscoa na Polônia é comemorada com um colorido especial por acontecer na primavera. Fitas, flores e recortes de papel, chamados Wycinanki, são alguns dos adornos mais utilizados.

06 março 2007

100% Polaco!

Faz sucesso nos nossos eventos que participamos um adesivo que ganhamos de um candidato a deputado de Santa Catarina, com o slogan "100% POLACO".
Não é que a polacada se identifica de pronto e ostenta com orgulho um grande e largo sorriso no rosto. O termo antes pejorativo, vide muitas histórias, hoje é desmistificado e ser chamado de "Polaco" é o que há.
Aproveitando alguns flagrantes de nossos bailes, montamos um "foto-vídeo" e ao som do Krakowiak, música de nosso segundo CD está aí para sua diversão!

Do widzenia.

28 janeiro 2007

Casamento Polaco...

...também tem Sokól!
Já é tradição: Banda Polonesa Coração Nativo, Sokól, Café de Madrugada...
Muita animação. E polaco sabe fazer festa! Não são mais as famosas de sete dias, porque os tempos mudam, mas o que se fazia em sete se faz em um dia só, então imagine o tamanho da festança!
Mais um vídeo para ilustrar nossa postagem e até a próxima...

19 janeiro 2007

Vamos de Barquinho?



Polaco antigamente só andava de caróça, à cavalo, ou diapé(como minha mãe falava).
Hoje tá tudo mudado e a colônia prosperou...
...celular, internet, i pódi, lap top. Na garagem só caminhoneta do ano e ná sonzêra
deixou de tocar a Godzina Polska(deu saudade do Tadeuz Zsorek).
As músicas hoje parece até frota de veículos, tem o chevetão, o jipão, o fuscão preto, o opalão, a lambretão, mas eu vou mesmo é de BARQUINHO, e no barquinho do Coração!

Video YouTube - Baile Col. Maciel(Palmeira/PR)


Festa...
Nem só de pão vive o homem, ou melhor, nem só de sokól é feito os bailes polacos.
Claro que a nova geração dança valsa, sete-passos, mazurka... mas quando toca os
sucessos do momento é que a coisa pega. E baile do Coração é assim, toca de tudo e agrada a todos.

18 janeiro 2007

Video YouTube - Baile Rio Abaixinho(Araucária/PR)


SOKÓL
A dança mais polaca das colônias da região de Curitiba. Todo mundo dança... dos oito aos oitenta ninguém fica parado. É o famoso limpa banco. Alegria contagiante da etnia polonesa! Sucesso nos bailes do Coração Nativo!

09 janeiro 2007

Uma nova onda no ar.






Recentemente estive em Inácio Martins/PR, visitando a parentada e fiquei surpreso, pois onde não tinha nenhuma rádio, nem amadores, hoje tem duas. Operam em FM, não sei da amplitude do alcance das mesmas, mas na cidade a sintonia é limpa e perfeita. Claro, não é uma CBN, mas estão lá, oferecendo seus serviços à comunidade, informação e utilidade pública e dois dedos de "politicagem". Nem poderia ser diferente numa cidade onde o maior empregador é a prefeitura. Mas não é nessa seara que quero entrar...
Visitei e participei do programa RANCHO DO BUGIO, na FM 104(Martinense) onde o apresentador é um grande amigo dos tempos do Parigot e do Alma Sulina, Roberto Carlos da Silva que atualmente usa o nome artístico de BETO SILVA mas é conhecido mesmo por BUGIO. Apresentamos nosso trabalho, o Polski Festiwal 2, tocamos algumas músicas e levamos um pouco da cultura polonesa a mais uma cidade e em Inácio tem bastante polaco.
Sucesso aos empreendedores das rádios, sucesso ao povo martinense!